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03 de Junho, 2019

SÉRIE ESPECIAL SEMANA MEIO AMBIENTE 2019 - SEGUNDA-FEIRA

Atualmente, a indústria é responsável por mais de 40% do consumo de energia elétrica do país, demonstrando a importância do setor industrial para a energia elétrica do Brasil. Este consumo vem crescendo e para tanto é necessário maior suprimento de energia e investimentos com geração, transmissão, distribuição.

Neste panorama, os projetos, programas e ações de uso eficiente de energia pelo setor industrial devem ser recomendados e estimulados.

A Confederação Nacional das Indústrias - CNI, juntamente com as Federações das Indústrias elaborou uma cartilha sobre eficiência energética na indústria, dando sugestões práticas para o dia-a-dia, a fim de se promover o uso eficiente de energia, sem comprometer a segurança, a capacidade produtiva e a qualidade dos produtos. Esta cartilha está disponível no link http://www.portaldaindustria.com.br/cni/canais/eficiencia-energetica/

Existem diversas situações que justificam a adoção de um programa de eficiência energética e que geram resultados importantes, citamos abaixo alguns destes:

Perdas nas instalações elétricas: escolher o sistema energético a ser distribuído de forma a evitar fugas de corrente, além de respeitar o equilíbrio de fases;
Motores elétricos: planejar a troca de motores antigos por motores de alto rendimento, que apesar de mais caros, a longo prazo torna-se rentável pela redução de perdas que promove;
Sistemas de iluminação: projetar adequadamente o sistema de luminárias e perfil de utilização;
Sistema de ar comprimido: promover manutenções para evitar vazamentos e perda de pressão entre o reservatório e o ponto de uso;
Sistema de refrigeração: manter o isolamento térmico das tubulações para evitar a troca de calor.

Com rendimentos energéticos melhores, a indústria:

Melhora do aproveitamento das instalações e equipamentos elétricos;
Redução do consumo energético e aumento da produtividade, sem afetar segurança;
Redução de custos com eletricidade.

O Brasil deverá ter uma alta no consumo de energia na ordem dos 60% até 2040,  devido ao ritmo de crescimento econômico e aumento de renda. Boa parte deste crescimento deve vir de fontes alternativas de energia renovável, que inclui energia eólica, solar e biocombustíveis, como etanol, e que são menos poluentes.

Em 2040, em torno de 48% da energia usada no país deve vir de fontes limpas e renováveis. As informações fazem parte de um relatório sobre o mercado de energia global da companhia de petróleo britânica BP, divulgado no dia 28/11/2018. O cálculo leva em consideração todas as formas de consumo energético do país, o que vai desde a geração de energia elétrica até os combustíveis usados nos transportes.

Para alavancar novos projetos de geração de energia renovável por fontes renováveis, é necessário enfrentar alguns desafios e a formulação de políticas ou mecanismos de incentivo e promoção.

O desenvolvimento tecnológico que irá diminuir os custos iniciais e reduzir o risco de implantação de novos projetos e incentivos fiscais por parte dos estados podem ser os principais mecanismos para o crescimento das fontes renováveis alternativas no Brasil.

Independente dos fatores políticos e econômicos, outra barreira subjetiva deve ser transposta é a quebra de paradigmas na cadeia energética, desde a geração – passando pela distribuição – até o consumidor final.

Para tanto, é necessária uma mudança de consciência socioambiental de todos os envolvidos.

O Brasil é um país com incrível potencial de redução de emissões de gases através da geração de energia renovável.  Portanto, deve-se explorar esse potencial incentivando novos projetos de geração por fontes renováveis alternativas, a exemplo do parque híbrido de Tacaratu (PE), que combina duas fontes renováveis, eólica e solar, aumentado a escala de geração e garantindo vantagem competitiva para a implantação deste tipo de empreendimento. 

Atualmente, a expansão da rede de transmissão no país é hoje um gargalo para a expansão das fontes renováveis, o uso de projetos híbridos tem o condão de otimizar o uso das linhas de transmissão para escoamento da energia, posto que a complementariedade entre elas funciona neste sentido.

A produção de energia solar fotovoltaica se destaca também como uma possível solução do desperdício, pois além de promover a sustentabilidade por meio da eficiência energética também não gera impactos no meio ambiente.

Estudos mostram que o mercado de energias renováveis no Brasil está em ascensão, conforme figura apresentada.

O Brasil é um país relevante para qualquer empresa que possui interesse em se expandir em energias renováveis.   Um grande mercado, com mecanismos de leilão que permitem a expansão através de uma forma transparente e justa; recursos hídricos, ventos, e irradiação solar disponíveis e abundantes em terrenos ainda   inexplorados.

FONTE: Global Engenharia Ambiental

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