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19 de Julho, 2018

A ECONOMIA QUE VEM DO SOL

Atualmente a situação econômica em nosso país tem impacto direto nas indústrias brasileiras. A busca por estratégias que minimizem os custos nos processos da indústria e o aumento de produtividade são constantes e vem estimulando pesquisas e inovações nesta área.

O esforço em busca de soluções que resultem em economia está diretamente ligado ao conceito de eficiência energética, buscando soluções que garantam níveis de produção sem perder volume e qualidade do processo existente, mas com redução de custos de energia.

“A Lacuna das Emissões” é um relatório elaborado pelo comitê do Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas, este informou que mesmo que todos os países cumpram os acordos firmados durante a última Convenção da ONU, ainda emitiriam oito milhões de toneladas de gases a mais que o limite previsto para o ano de 2020. Porém, é possível que o impacto ambiental seja consideravelmente reduzido, se setores industriais, da construção civil, geração de energia e transporte, busquem recursos que abrandam o impacto ambiental e produzam assim energias mais limpas. (United Nations Environment Programme, 2011)

Baseado nisso, avanços importantes foram concebidos por países que investem e incentivam o desenvolvimento de novas tecnologias no setor energético. Como é o caso da geração de energia solar fotovoltaica, que vem crescendo mundialmente de forma relevante. Países como a China e Alemanha são referência neste aspecto, e é uma tendência mundial que se garanta uma energia limpa e com economia dos recursos financeiros.

         A realidade em território nacional vem se consolidando com a micro e minigeração de energia solar, que passou a ser normatizada com a publicação das Resoluções 482/2012 Normativa nº 687/2015 da Aneel. Podendo assim, o sistema fotovoltaico ser complementar a energia elétrica convencional e ser ligada a rede pública de forma simplificada de modo que o excedente gerado será injetado na rede, garantindo ao consumidor créditos em energia por 05 (cinco anos).

Concomitante ao aproveitamento da energia solar, as possibilidade de garantir eficiência energética em uma edificação industrial ou com qualquer outro uso são inúmeras, podemos citar desde o aproveitamento da luz e ventilação naturais, utilização de lâmpadas eficientes e econômicas do tipo LED com certificações que garantem a sua autonomia, automatização de sistemas conforme a linha de produção e demandas, substituição de motores antigos por novos mais eficientes, materiais construtivos que garantam melhor conforto térmico interno, entre outras soluções multidisciplinares. A utilização destas estratégias garante benefícios ao meio ambiente e também para as empresas, que no montante geral economizam nas contas mensais e ainda podem utilizar-se do marketing sustentável ou verde como estratégia de divulgação da empresa.

O principal desafio enfrentado é como deixar linhas de produção mais eficazes com menor utilização de energia e automaticamente com menos custos para os empresários. Para isso, é essencial um planejamento multidisciplinar e integrado, usufruindo de tecnologias que se apropriam de energias renováveis, otimizando processos e garantindo maior eficiência energética desde o projeto até a operação (uso) das edificações.

Países desenvolvidos já recebem apoio do governo com isenção de impostos, no Brasil diversos estados, inclusive o RS segue as mesmas diretrizes, sendo cobrado apenas o ICMS sobre a TUSD (Tarifa de Utilização de Serviços de Distribuição). Para o produtor rural existem linhas de credito especial, como o PRONAF ECO com taxas anuais de 2,5% e dois ou três anos de carência. Outros tipos de financiamento em bancos privados como o SICREDI, UNICREDI, SANTANDER, SANTANDER possuem taxas que variam entre 6,5% a.a. até CDI + 0,39% ao mês.

A tendência é que exista cada vez mais incentivos por parte do governo, para as empresas que criarem estratégias renováveis para otimizar os recursos naturais, pois isso vem ao encontro do desenvolvimento do país, gerando inúmeras possibilidades.

Autora: Arq. e Urb. Manuela da Rosa

Co-autor: Eng. Paulo Farah

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