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09 de Abril, 2018

Economia circular defende que eletrônicos sejam criados para ter outras utilidades ao ficarem obsoletos

O Brasil está próximo de atingir a marca de um celular por habitante, conforme estimou uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas. A instituição apontou que o país chegaria ao final de 2017 com mais de 200 milhões de telefones inteligentes. Atualmente, 207 milhões de pessoas vivem no território nacional, segundo o IBGE. Com as inovações e atualizações cada vez mais constantes na indústria de celulares, a tendência é que o número de aparelhos se amplie. No entanto, sua repetida troca deixa como passivo os milhões de celulares que precisam ser descartados ao ficarem obsoletos. 

Segundo a ONU, ao menos 40 milhões de toneladas de computadores, smartphones e outros aparelhos são descartados de maneira inapropriada no mundo todos os anos. É o equivalente a 800 laptops indo para o lixo a cada segundo. Jogar produtos fora ao fim de sua vida útil tem sido comum - é assim que a cadeia produtiva clássica funciona: exploração de recursos, produção e descarte. Mas quando nos deparamos com problemas como o excesso de lixo eletrônico e a escassez de recursos para atender às novas demandas, é preciso repensar.

Criada a partir de outros conceitos corporativos nos anos 1970, a economia circular propõe a preservação dos recursos naturais, a otimização dos sistemas produtivos e a criação de um círculo contínuo, em que o produto volte a fazer parte do processo como matéria-prima ao fim de sua vida útil. Ou seja, se um celular estragar ou ficar obsoleto, ele não será simplesmente abandonado - suas partes serão aproveitadas na própria indústria de eletrônicos, ou em outros setores da economia.

Antes de tudo, é preciso entender que jogar dispositivos como um smartphone no lixo comum não é uma opção. No Brasil, a Lei Federal nº 12.305 (2010) estabelece que consumidores, empresas e governos são responsáveis pelo descarte responsável desse tipo de resíduo. Equipamentos eletrônicos contêm materiais que levam até cem mil anos para se decompor na natureza.

Diante disso, uma saída inteligente é mesmo reaproveitar o material. Em 2015, a WiseWaste – hoje Boomera,  empresa paulista especializada em soluções para resíduos de difícil reciclagem – deu um bom exemplo de como fazer isso.  A empresa aproveitou resíduos eletrônicos para criar, em parceria com o designer Marcelo Rosenbaum, cadeiras de traços arrojados.

Pensando antes de fabricar

De acordo com os preceitos da economia circular, não basta apenas reciclar o que já está obsoleto. É preciso produzir aparelhos eletrônicos, já antecipando as maneiras como eles serão reintroduzidos na cadeia produtiva. Obviamente, sem deixar de lado a redução máxima dos impactos ambientais dessa produção.

Um aparelho pode ter até 60 elementos em sua composição, incluindo estanho, lítio, ferro, prata, cobre e ouro. Apesar dos múltiplos lançamentos de novos modelos de smartphones, a composição química, por assim dizer, não muda muito de um para o outro. Faz sentido que as fabricantes pensem em maneiras de reaproveitar esses componentes em novos produtos, ao invés de recorrer somente à utilização de novos materiais. Isso sem contar a utilidade desses metais em diversos outros setores da economia, e o perigo que alguns deles podem causar ao serem expostos diretamente no meio ambiente.

Em 2012 surgiu a primeira cooperativa de lixo eletrônico de São Paulo, a Coopermiti, que separa e exporta material que pode servir de base para a manufatura de novos produtos. O grupo de cooperados tem capacidade para lidar com 100 toneladas de lixo eletrônico por mês.

Fora do Brasil, instituições governamentais têm se mobilizado pela economia circular. A Comissão Europeia, por exemplo, divulgou estudo apontando recomendações para a indústria de celular. Segundo o relatório de 2016, a produção será eficiente quando as empresas melhorarem os métodos de coleta de aparelhos antigos e aumentarem a vida útil dos novos.

Programando uma série de ações e medidas para incentivar a economia circular, a entidade estima que 3 mil toneladas de resíduos perigosos deixem de ser descartados inadequadamente na União Europeia por ano. Como consequência disso, só o setor dos cuidados com a saúde poderá economizar 170 milhões de euros no período.
FONTE: ÉPOCA

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